Lucivânia cresceu junto com a Mostra. Hoje é atriz e conta histórias para crianças na edição deste ano.

Aos onze anos de idade, Maria Lucivânia de Lima Barbosa (foto) já tinha decidido que seria atriz, a experiência com o Teatro havia marcado para sempre o futuro da menina de Juazeiro do Norte. Aos 14, viu a Mostra Sesc Cariri de Culturas pela primeira vez e abriram-se as portas para o mundo que ela queria descobrir. Naquele ano, 2005, centenas de espetáculo teatrais vindos do exterior e de vários estados brasileiros desembarcavam na sua cidade e também em Crato e Nova Olinda atraindo a multidão.

A cada ano, a dramaturgia despertava o interesse de mais jovens, que buscavam a programação do Sesc para conhecer as mais diversas criações cênicas pelas ruas e palcos da cidade. “Todos os que tinham relação com a arte, e até quem não tinha, se voltava para ver os espetáculos. A gente saía de um e já ia para outro”, lembra ela.

Ao longo de sua formação, Lucivânia pode ver de perto importantes referências no Teatro brasileiro, como o diretor Fábio Vidal e o coletivo Ói Nóis Aqui Traveiz, que fez de uma tranquila rua de Barbalha o palco de um cortejo que impressionou os moradores. “Eles impactaram a cidade com um espetáculo grandioso em estrutura, cenografia, figurino, elenco”, lembra.

Em 2013, ela estreava na Mostra como diretora e atriz em uma adaptação de “O Pequeno Príncipe”, seu projeto havia sido aprovado pela curadoria, o que lhe deu a segurança da maturidade de seu trabalho. A proposta do Sesc de espalhar arte por todo Cariri, ela vivenciou na pele. Já foi noiva de Dom Quixote em uma intervenção urbana pelas ruas de Juazeiro e, em cada participação na Mostra, via nos olhos do público o deslumbramento com a fantasia do Teatro.

Hoje, aos 27 anos, Lucivânia é atriz, professora e contadora de história. No dia 19 de novembro, às 9h, ela vai estar diante das crianças e jovens da escola Leão Sampaio para interpretar o livro “Mevivekyume”, escrito por Suzyi Bandeira. A história sobre um reino ameaçado por uma profecia faz o público pensar sobre a tolerância para conviver e a melhor alternativa para essa reflexão é o Teatro: este “lugar de troca com o outro”, como define a artista.

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