Berço da dança

Uma Cia de dança contemporânea encontra espaço para suas criações

Quando o bailarino Alysson Amâncio de Sousa retornou ao Cariri no início dos anos 2000, ele trazia o projeto de criar uma companhia de dança contemporânea na sua terra natal. Seu regresso coincidiu com a movimentação dos anos iniciais da Mostra Sesc Cariri de Culturas, o que impulsinou a formação de plateia e de futuros bailarinos.

Hoje Alysson é professor do Departamento de Teatro da Universidade Regional do Cariri (URCA), coreógrafo e bailarino da Cia. que leva seu nome. “Vejo que a Mostra tem uma relação bastante próxima de fomentar as artes, especialmente para uma geração mais nova, que são os bailarinos da minha companhia”, afirma. Durante a sua adolescência, os realizadores culturais do Cariri não dispunham de equipamentos culturais, nem de eventos de grande porte para mostrar suas ideias, por isso considera a Mostra um “fenômeno das artes”, que ajudou a transformar o Cariri em um polo de produção, difusão e fomento e circulação artística.

A diversidade de apresentações foi, pouco a pouco ganhando, a simpatia dos moradores, resultando em um trabalho educativo para o público que hoje tem receptividade para as inovações apresentadas no palco.

“A cada ano vinham várias pessoas, espetáculos e várias possibilidades artísticas. A Mostra criou apreciadores de trabalhos conceituais, não só de entretenimento, e gerou uma plateia com olhar apurado para a receber o que era feito na cidade”, diz Alysson.

   Sua Cia é formada por bailarinos de 18 a 41 anos, juntos já apresentaram os espetáculos: “Boa Noite Cinderela”, “BR-116”; “Burra, não é nada disso que você está pensando”; “Vórtices” e “O que deságua em mim”, com coreografias que desafiam percepção do público sobre a individualidade e a coletividade, a existência e a memória.

 

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